“Ler Platão é cantar, sorrir, vogar em Beleza!
Que a nossa mocidade o leia, há-de sentir o peito alteado de orgulho, a fisionomia animada e forte, expressão dum íntimo movimento harmonioso e contente, que é o próprio bulício das asas da Alegria dentro do coração desperto.

Teorias de efebos, cantando o eterno triunfo da Aurora…
Quinta de Balazar, 1-9-18” [1].
O filósofo Leonardo Coimbra, que chegou a ensinar no antigo liceu poveiro, tem ao menos um texto datado de Balasar.
A vinda de Leonardo Coimbra de Braga (onde atravessava um momento de grave dificuldade económica) para a Póvoa deveu-se a Santos Graça, que então lhe arranjou um lugar de professor no Liceu. É possível que a sua estada em Balasar também tenha a ver com este conhecido poveiro. Caso essa estada haja sido um pouco mais que ocasional, é de crer que venha assinalada pelo correspondente local de A Sentinela.
[1] Veja-se Leonardo Coimbra, Dispersos II. Filosofia e Ciência, Editorial Verbo, Lisboa/S. Paulo, 1987, pág. 236.
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